Foto tirada da janela do meu apartamento.
O sol está em mim, literalmente, gravado de forma definitiva e determinante. A noite me inspira a viver, mas o sol me alimenta. O frio, congelando os sentidos deturpados, sorrateiro, agindo pelas entranhas silenciosamente, não me atinge... Se o sol estiver feito escudo a me proteger! Por isso olho muito e muitas vezes pela janela do meu apartamento. Essa é uma forma de oração. A minha maneira de falar com uma superioridade que alguns chamam "Deus". Mas, o que ninguém sabe, é que - secretamente - miro o celeste firmamento na tentativa insana e homérica de encontrar um meio de voltar para a galáxia de onde cai... Porque eu cai! Despenquei! Enquanto não consigo meu objetivo aproveito para fazer desse planeta a minha escola, e das pessoas - seres humanos - meus professores...
E escrevo quando consigo!
No resto do tempo? Silencio!
E escrevo quando consigo!
No resto do tempo? Silencio!
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Da minha janela
Observo os versos escorrerem sem chuva
Vejo todo o novo vilarejo que já é ruína
Da minha janela
Grito socorro para todos os silêncios
Revigoro todas as vezes que a noite me alucina
Da minha janela
Ouço os ruídos descompassados da desordem
Percorro meus pensamentos ensolarados, sem neblina
E sonho! E vivo!
Observo os versos escorrerem sem chuva
Vejo todo o novo vilarejo que já é ruína
Da minha janela
Grito socorro para todos os silêncios
Revigoro todas as vezes que a noite me alucina
Da minha janela
Ouço os ruídos descompassados da desordem
Percorro meus pensamentos ensolarados, sem neblina
E sonho! E vivo!
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