segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
Tradução Do Que Sinto
Procurei uma gota
E ganhei o oceano
O mais azul
Tentei tocar uma nuvem
E o universo me presenteou
Com a estrela mais brilhante
Cultivei uma folha
E quando percebi
Tinha uma floresta inteira
Fiz versos
E a vida me encantou
Com poesia
Acendi uma vela
E o sol me aqueceu
Olhei uma flor
E, de repente, estava cercado
Por um jardim
Fechei os olhos
Abri um sorriso
E encontrei você...
O sonho se realizou
A vida coloriu
A realidade encantou
Os sorrisos chegaram
A felicidade brotou
O amor floresceu...
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Canteiro de Sorrisos Em Espera

Uma flor. Um bilhete. E o amor para toda a vida. Acontece. Mesmo. Ainda que raro. Difícil de ver. Assim acontece. Mesmo. Concreto. De verdade! E Jade sempre acreditou. No amor. Naquelas histórias utópicas. Piegas. Monstruosamente incríveis. Épicas. Demasiadamente românticas. Cafonas, até. Desesperadamente desejadas. Por muitos. Quase todos. E Jade esperou. Pacientemente. Quis viver sua verdade de amor. No amor. Com amor. Desejou encontrar aquela pessoa tão perfeitamente cheia de defeitos e algumas qualidades. Alguém que, dormindo, pegaria em sua mão só para lembrá-la que o sonho estava mesmo acontecendo. Real, de fato. E de direito. Aquela pessoa que cuidaria de suas terríveis cólicas menstruais. Que faria alguma brincadeira boba bem na fila do caixa do supermercado. Só para fazê-la sorrir. Porque os sorrisos alimentariam suas fagulhas mais ternas. E os outros? Que rissem também, oras! Se não rissem que entendessem que o amor manifesta-se de formas tão diversas e simples. Jade cultivou em seu coração a esperança. Com paciência. Com calma. Com a mais franca certeza de que a vida estava a preparar a sua história de amor. Mesmo que estivesse demorando demais. Não importava! O tempo devorava os dias, um após o outro. O amor é bálsamo e fecha todas as rugas e feridas adquiridas pelo caminho. Jade esperou. Muito. Sua história, que estava no bastidor aprontando-se para entrar em cena, não precisava ser extraordinária. Tinha que ser verdadeira. Sincera. Plena e simples. Extremamente! É só questão de tempo, Jade falava para sí mesma. E com aquela pessoa que chegaria também viriam as flores. Aquelas que só nascem na alma. Os tons de rosa e amarelo, suas cores preferidas, se desdobrariam ao infinito. Saltitantes! O sentido completo de sua existência, que antes era a espera, seria a felicidade. Algumas viagens. Muitas risadas. Poucas lágrimas que valessem suas razões de caírem. E uma página por dia do seu diário transbordando o mais perene sentimento pincelado pelos caminhos da vida. Quem sabe teriam um gato. Ou um cachorro. E planos inacabáveis de uma história compartilhada. Nada de mais. Não era pedir muito. Era? E quantas vezes a vontade de cair no mundo. Sumir. A espera cansa. Também. E Jade estava exausta. Já. Era muito tempo de vontade. Exausta. E confiante. Desejosa.
Quando, em um dia tão comum de meio de semana, uma flor chegou. Roubada. De improviso. Não programada. Não premeditada. Exatamente como Jade sonhara. Era assim que ela queria. Um bilhete veio junto. Enrolado no cabinho. Rabiscado. Quase desconexo no contexto. Poucas palavras. Uma única pergunta. A mais importante daquela história toda. E a vida toda estava tomada. Comprometida. Modificada. O percurso dos rios flui de acordo com suas correntezas. Uma dúvida cavalgando uma certeza. Elas se completavam. As duas metades de um todo que se uniam neste exato instante. O momento que congelou a eternidade em um simples gesto. Você acredita em histórias de amor? E Jade respondeu com seu sorriso luminoso. Iluminado. Sua espera havia acabado. Mesmo? Nossa! Os lampejos de felicidade começavam a despontar. Com tanta força. Com tamanha necessidade de existir. Olhou à sua volta. Não viu ninguém. Tinha que ter alguém. era assim que funcionava nos filmes. Era neste momento que os olhares se cruzariam. E não via ninguém. Um medo sorrateiro arrebatou-lhe o fôlego. Alarme falso! Jade olhou para suas mãos. A flor era real. O bilhete cantarolava aquelas letras em garrancho mesmo. Estavam ali. Fechou os olhos. Outra decepção? Outra vez sozinha. Sempre imaginei encontrar o amor em uma praça florida feito essa daqui. Ele deve morar por entre as flores. A vida sempre apresentando as suas surpresas. Jade assustou-se, ao abrir os olhos, e perceber que a metade do banco agora estava ocupada. Suspirou. Quis correr. Tentou se defender. Já era tarde. Sentiu o seu coração dançando um tango com o seu peito. Tudo ficou subitamente mais lindo. As flores da praça pareciam aplaudir. Jade podia jurar que viu essa cena. A brisa soprava na temperatura exata. A vida, de repente, de um instante para o outro, ganhara sabor. E o gosto incrivelmente doce. O mundo todo fez sentido. Sua história de amor estava começando. Por um sorriso que, finalmente, fora compartilhado.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Transfiguração
.

Dilacera-se
Na expectativa das horas
A demência da espera
Não sobrepuja
A voracidade da permanência
Os significados mais incomuns
Estão descortinados
Em horizontes codificados
Sítios imaginados
Nossos...
sábado, 31 de outubro de 2009
Remota Possibilidade Devorada

Desabrochando coloridos
Em meus tropeços
Solavanco dos ponteiros
Desarranjados
Percorrendo caminhos
Que são escritos
Delicados pergaminhos
Que são registros
E permanecerão instalados
Guardiões separados
Do tempo
Que permaneceu faminto
E devorou-me o minuto
Derradeiro, absoluto
Lisonjeiro, inédito
Astuto
Momento
Em que os mais desajeitados ventos
Solucionariam
Os tropeços
E os avessos...
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Xifópagos

Eu também não sei
O que você sente
Eu já até tentei
Vencer!
Mas, o que não consigo
Perceber
É certamente
O que você mais deixa exposto
A fenecer
Transpassado
Pelo que você não sabe
Pelo que eu não percebo
Pelo que não nos cabe...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Ciranda das Pétalas
A vida me ensinou
Acolheu
Os meus sonhos
Educou
Os meus momentos
Fez girar
Os meus moinhos
Apagou
Todos os pergaminhos
E me colocou
A reescrevê-los
Colori-los
Enfeitá-los...
A vida (re)colheu
Todos os versos
Que deixei caídos
Espalhados
Pela estrada
Um a um
Pegada por pegada
Com que orientei
O meu destino
E fez um ramalhete
De pétalas retiradas
Do meu imenso filete
Pulsando
Pulsante
De própria vida recorrente
Dissonante
Disseminada...



