E pode haver em um único sol

Milhões de horas

Para a poesia que aflora

Transformar o meu espírito...

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Anódino*

.

O tempo é um excelente faxineiro



Limpa as sujeiras mais imperceptíveis...



Mas ele é cego



Joga fora também o que não deveria!






* Remédio que faz cessar a dor agindo sobre o sistema nervoso. Pode produzir sono ou inconsciência ou insensibilizar os nervos.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Quixotescas Quinquilharias




Velhos medos
Antigos amores

Antigos velhos
Amores e medos

Medos antigos
Amores velhos

Medos e amores
Velhos antigos






quinta-feira, 21 de julho de 2011

Soneto Das (Minhas) Construções

.

Meu mundo é feito de vontades
Minhas vontades são repletas de fomes
Todas as minhas fomes refletem desejos
E os meus desejos me consomem.

Minha alma anseia por brisa
Minhas brisas surgem repentinamente de sorrisos
Meus sorrisos emolduram nuances da delicadeza
E minhas delicadezas nasceram de momentos imprecisos.

Todas as cores que meus versos desenham
Todos os desenhos que minhas rimas permitem
Todas as permissões que os meus sentimentos perfumam

Fazem os meus passos mais firmes
Fazem o meu coração mais leve
Fazem a minha poesia mais real...



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sábado, 16 de julho de 2011

Do Que Eu Não...

.


"se eu fosse um cara diferente sabe lá como eu seria"

Humberto Gessinger



O que eu não sei dizer

Mas sinto




O que eu não posso alcançar

Mas faço




O que eu não devo compreender

Mas permito



O que eu não admito enfrentar

Mas calço




O que eu não posso ver



Mas está aqui!









terça-feira, 12 de julho de 2011

O Suicídio da Cereja

.

Do topo do bolo,

Toda altiva e imperiosa,

A cereja

(Vermelha e sobeja)

Escorregou no glacê

E, propositalmente,

Desabou

Em queda livre

E espatifou-se...

No chão da embalagem!


domingo, 10 de julho de 2011

Simples Dia Simples

.


Um homem carregando flores

Guardado pela lua

Olhando através de seus passos

Os rumores

Espalhados banhando a rua

Por onde tanta poesia já passou

Sorri

Pelos brotos aflorados

Em suas vinte e três primaveras

Acumuladas

No olhar mais doce

Em sua mais ousada pose

Diante do desafio vida.

A felicidade presente

Faz revigorante

O estímulo derradeiro

Vivendo no momento rasteiro

Que enche de cores

Os pensamentos voadores

Que, livres, buscam o mar

Na necessidade de mais.

Longe chegar

É apenas detalhe

No emaranhado roseiral

Onde surgem

A fé e o instinto propulsores

Do homem carregando flores.




* * *
* *
*
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Salve Amigos Queridos da Sofia!

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Trago flores em uma publicação bem especial. Esse poema que escrevi no dia do meu aniversário de vinte e três anos de idade... Hoje completo trinta e dois anos de idade! Nove anos depois ressurge esse poema que amo demais... Tive vontade de mudá-lo em alguns pontos, mas, resolvi deixá-lo como esteve escrito esses anos todos... Ainda hoje me vejo, sob muitos aspectos, como aquele homem que fui um dia no passado: carregando flores e questionando a vida e seus roseirais!
No percurso desconhecido do mundo conheci alguém que, também completa idade hoje, mesmo dia que eu... Peço licença, então, aos meus queridos leitores para oferecer as minhas flores a essa pessoa maravilhosa que estará sempre perfumando os meus dias... Mesmo quando estiver longe! ETAV...


.

Luz e Paz!



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