E pode haver em um único sol

Milhões de horas

Para a poesia que aflora

Transformar o meu espírito...

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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Vela Acesa Dentro D'água

 



Quando o sol foge dos meus olhos
E um dia ruim chega de surpresa
Percebo o quanto sou frágil, só
E o quanto são falhas
Todas as minhas certezas.
Acaba sendo muito difícil respirar
Quando algo aperta a garganta
E a utópica força para suportar
Esvai-se antes mesmo de gerar
Qualquer ilusão de conforto
Ou descanso
Em meu velho coração jovem
Que almeja conquistar o remanso
Mas sangra com os espinhos
Escondidos pela doce paisagem.
Percebo sombras e vultos me seguindo
E, estranhamente, não os temo
Porque de alguma maneira
Também estão correndo
Das dores causadas pela culpa
Pelo triste
Confuso e mesquinho desamor
Que petrifica a alma e a macula
Com involução, traição e rançoso rancor.

A mortífera e lancinante mágoa
Faz do espírito vela acesa dentro d'água!



 



~ : : ~






sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Árvore dos Nossos Dias






O precioso toque da sua mão

Acende a minha carente pele

E incendeia completamente

O meu incauto poeta coração.



O vivo verde de seu olhar

Provoca-me a comoção

E a certeza de que amar

É maior do que explicação.
 


Acordar ao seu lado pela manhã

É sentir o sol irradiar a luz e o calor

Dentro da alma tão juvenil e anciã

Que habita meu espírito amador.



Tão sinceramente forte e sorridente

A árvore dos nossos dias iluminados

Frutifica e ramifica a rica semente

Que germina os passos direcionados.



Quero você porque assim é que estou vivo

Penso em você porque assim abro sorriso

Agradeço a você porque assim me ilumino

Amo você porque é assim que me sobrepujo.
 





domingo, 2 de fevereiro de 2014

Estranhos Dias Nublados


Fonte da imagem acima: O Mundo de Gaya




Todas as vezes em que morri  

Repensei um jeito de reacender  

Os demônios que engaiolei  

Tentaram voar, mas eu não deixei

Os medos em recorrentes pesadelos  

Criaram tentáculos e toxinas  

E a natureza se encarregou das vacinas  

Inofensivas, pouco profícuas, nuas  

O pescoço não está aguentando  

O peso dos pensamentos  

O coração aperta no sufoco do espasmo 

 Provocado pelo furacão do sentimento



E há tantos estranhos dias nublados

Em que os fantasmas acorrentados

Que me assombram

Estão bem alimentados

E, então, não causo

Nenhum efeito sobre eles...


E me devoram!


 

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