
Quando não suporto a expansão da minha emoção ela explode, transborda, transpassa a metafísica filosófica da existência meramente humana. É quando as palavras ficam obsoletas e as expressões francamente empobrecidas... Explicações incompletas patinam em desalinho. Desconexão ao que, de fato, importa.
Ser humano é uma permanência que me ensina deveras intensamente. Mas é também uma ousadia divina falar em aprender quando nós - criaturas criadas (supostamente) do barro - já estamos (des)classificados como "raça superior". E a inferioridade apresenta-se silenciosamente concisa, demasiadamente consistente para dissolver-se apenas em aprendizados efêmeros... Autossuficiente ninguém é! Mesmo!
Permanentemente mente!
São em momentos como agora que me sinto plenamente vivo... Porque a dor que pulsa no lugar do coração é a constatação mais fremente de que há vida aqui. Há uma história sendo escrita. Há pulso e não somente um mecanismo funcionando regularmente. Há pulso! Pulso! Pulsa a vida que nunca para. Há carne e não máquina. A carne é fraca, mas a minha vontade é forte! O norte é sempre norte, mas, quase nunca fica sempre para o mesmo lado.
E quantas direções?
A poesia se expressa em linguagens diversas. Escrever (pretensiosamente) os versos que dançam comigo também é descoberta. É realização. É momento tão solitário e tão parturiente que a ofegante canseira emocional abandona-me e, assim, existo!

Da janela do meu apartamento consigo ver o que gostaria de ter todos os dias. E estou sempre sempre sempre aprendendo - ou tentado a tentar! Quando olho para o horizonte, que está lá fora a me observar, espanto-me (muito) - aristotelicamente - e corro para onde vou enxergar melhor. Para onde vou existir melhor. Para onde o horizonte não será mero espectador da minha busca incauta e ininterrupta e sim parte de mim. Porque caminho em sua direção. Aos braços do acaso mais imprevisível... As revoluções mais lindas que presenciei estavam justamente realinhadas ao âmbito do meu olhar... Imperceptíveis!


Parabéns pelo texto, meu grande amigo Whesley! Desenhar nossos pensamentos em palavras nem sempre é tarefa fácil, mas você o faz com maestria. E, como tu, estou sempre a aprender, especialmente contigo e com tuas reflexões.
ResponderExcluirA propósito, belíssimas fotos que sua janela te proporciona!
Abraço, luz e paz!
Querido amigo Edu,
ExcluirObrigado por seu incentivo e sua amizade, são muito importantes para mim. Escrever não é nada fácil, você sabe disso porque escreve magnificamente bem, mas é delicioso o processo da construção da escrita, não é?
Abraços, meu caro! Daqueles nossos!
Luz e Paz!
Querido Amigo-Poeta-Elfo de outra galáxia! Meu coração se enternece quando leio tuas sempre lindas palavras...E,agradecida, fecho minhas pétalas e te guardo bem fundo no meu coração ! Os poetas sempre se entendem,não é mesmo?Falamos o mesmo idioma,sentimos do mesmo jeito e nossa alma vibra na mesma emoção!Somos eternos viajantes através dos infinitos caminhos da vida sempre em busca da Beleza,do Amor,dos sentimentos traduzidos em palavras,rimas,ritmos musicais...Almas que se tocam de leve,muito de leve,unidas pelos laços transparentes da Poesia! Beijo zíngaro com perfume de rosas no teu coração!
ResponderExcluirMinha amiga querida,
ExcluirSua presença em minha vida é presente e dádiva... Benção! Obrigado por suas doces e perfumadas palavras. Obrigado por tudo. Somos poetas e somos irmãos, com muito orgulho!
Bjs!
Luz e Paz!