E pode haver em um único sol

Milhões de horas

Para a poesia que aflora

Transformar o meu espírito...

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domingo, 24 de outubro de 2010

Soneto de Um Poemeto Nunca Escrito

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A pele que já não era mais papiro
Já não se escrevia mais poemas lá
Nem sonetos, manifestos; nenhum suspiro
Não instigava vindouros versos às valsas.


E a vida passava em passadas largas! E ainda passa!
E os sonhos definhando como raízes expostas
De uma cor ruim saindo de mim, amostras
Daquilo que eu sempre quis e nunca escondi...


Mas, ainda baguncei em nosso silêncio distante
Todos os afagos desejados, impropérios de amante
Toda aquela incerteza já pálida, desbotada... Agonizante!


E continua o amor a garimpar sobrevivência
Em todas as mais imperceptíveis existências
Que permeiam a poesia que nunca me exaure a carência!




sábado, 16 de outubro de 2010

Soneto dos Encantos Confusos

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A música é benta
O olhar sincero acalenta
A poesia é santa
A melodia me alimenta.


E sigo procurando o que me contempla
Com o sabor da procura
Com a experiência da candura
Com a delicadeza do que é composto do real e bravura.


Estar vivo e saber da urgência
Do mágico, do fabuloso, do fantástico, da permanência
Do que a vida provoca no interior, no recôndito da essência.


Não entender a beleza, mas senti-la
Acreditar na vida mesmo depois de tantas vezes perde-la;
A verdade confunde meus encantos ao recebê-la...


domingo, 10 de outubro de 2010

Olhares Perdidos

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O encanto quebrado
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Liberta a magia
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Outrora engarrafada
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Em olhares perdidos
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Em alto-mar...

O naufrágio próximo

Anunciando a ruína

De um império edificado

Construído sobre alicerces

Arenosos, aerados

Mal distribuídos...

Os fluídos livres

Boiando no sal

Do mar anil

Tornando servil

A beleza espalhada

Pelo encanto quebrado.
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sábado, 2 de outubro de 2010

Já Em Outro Tempo

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Um trinco no vento
Que viaja através dos mares
Permitiu aos ancestrais milenares
Trazer-me a visão
Do que no coração
Já era fato
Já era flor em sinal vasto
Crescendo na floresta brilhante
Da certeza da amizade
Que vinha acompanhar.
Você querida
Ainda tem muito para reinar
Querendo sol a dominar
Com a força
Do amor que você possui.
O mal em mim diminui
Toda vez que sei
Que você está sorrindo.
Te amo
E te admirando vou seguindo
Com o peito aberto
Para te abastecer
Com a alma alegre
Para te proteger
Com o amor total
Para você continuar a viver.
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Salve Amigos da Sofia!
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Estes humildes e sentidos versos foram escritos em homenagem a uma amiga que já não está em minha vida, mas, perdura em meu coração... Há anos esse poema existe! Hoje trago-o para matar um tanto da saudade da minha amada amiga Cris e aproveito para oferecer a homenagem a todos que visitam este espaço, que leem o que escrevo, que deixam suas impressões nos comentários e que percebem que aqui há somente um poeta tentando existir da melhor maneira que ele consegue... Obrigado a todos! Beijos!
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Luz e Paz!
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