E pode haver em um único sol

Milhões de horas

Para a poesia que aflora

Transformar o meu espírito...

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quinta-feira, 24 de junho de 2010

Para Bailar Com a Lua

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Uma estrela no céu nasceu

Durante a noite

Em que eu observava

O amor

Bailar com a saudade em ardor

Sufocando o peito...


A lua

Parteira

Senhora

A minha poesia insone

Insana

Encantava...


O jovem coração

Daquela estrela nascente

Reluzente

Querendo fazer da noite

O palco

A benção

A comunhão

Entre ela lá no céu

E eu

Aqui no chão

Sozinho olhando

Querendo chegar até lá

Para bailar

No manto da lua

E sonhar.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ecos e Ruídos

.



É quando preciso me sentir vivo

Onde a respiração não estanca

Não é interrompida

Ininterruptamente

Retirada

Dos pulmões já paralisados

Pelos estragos

Estrondos

Estilhaços da vida afoita

Querendo ganhar espaço

Atropelando o alvoroço

Do meu pensamento

Querendo ser mais forte

Do que eu mesmo

Não suporto

O açoite

O acorde

O remonte

De vida... Vida... Vida...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Tapera

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Uma vida inteira permeada pelo simples

Pelo amor ao que é pequeno

E tudo o que pode-se receber da delicadeza

Em observar o belo e magnífico

Acontecendo no desabrochar das pétalas

No piar dos filhotes

No correr dos bichos soltos

No mato

No sol em raios

Fulgurantes

Na noite sem fumaça

No tempo sem relógios

Na mesa sem artifícios

Na cama sem tecnologia

Na leitura feita da lua

Das estrelas

Da brisa

Do roçado...



Caipira!




E aquela tapera era o lugar mais lindo e rico do planeta...





Salve Seu Chico!


sábado, 12 de junho de 2010

Todos Os Dias Do Meu Amor...

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Salve Amigos da Sofia!

Quem acompanha este espaço humilde de poesia e sentimento sabe que não é segredo nem tampouco novidade as publicações que faço em homenagem ao meu amor... Hoje, Dia dos Namorados, trago dois textos que escrevi para expressar o que sinto em relação a este presente que recebi de Deus e que coloriu e perfumou todos os cantos da minha alma.. Até os mais escuros! Aqui em casa todos os dias é dia do AMOR, porque aqui em meu coração ele é cada vez maior...

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Meu

O meu amor
É botão em flor
Que nunca vi igual...

O meu amor
É buquê de sorrisos preciosos
Gostos, gestos, fricção, olhares majestosos...

O meu amor
É suave raio de vigor
Já em mim tão recentemente ancestral...

O meu amor
É carne e é cor
Mas, também é manifestação divinal...

O meu amor
É meu... chão, teto, casa, telhado, abrigo
E ainda assim antigo, amigo, calculado perigo...

Eu te amo você!!!


* * * * * * * * *


Um Quintal de Lembranças Coloridas



Girassóis. Uma plantação imensa. Era o que os rodeavam. A vida inteira. Por mais de sessenta anos. Uma vida. Uma história. Um amor... Naquela manhã ela fez o café mais doce de todos. O melhor também. Ele estava sem sono, o que sempre foi raro. Enquanto não adormecia, lembrava. Do café. Da manhã. Da vida. Do sorriso de sua mulher... Como estava envelhecido aquele sorriso, meu Deus! E, no entanto, continuava lindo. Irradiante. Sempre instalado nos lábios. Aqueles lábios tão doces e gentis. Pensando percebeu o quanto o amor entre eles só fez crescer. Contrário a todas as estatísticas. Desmentindo algumas crendices acerca do casamento e seu fardo mais pesado a cada ano. Contradizendo todos aqueles que associavam casamento e prisão. Ele agora pensava como o deles, o casamento, havia dado certo. Muitos problemas aconteceram no percurso da vida, é verdade. Naturalmente! O maior de todos foi a inexistência de filhos. Nenhum. Uma caxumba não cuidada na infância o impediu de semear o jardim de sua amada. Companheira, no melhor sentido da palavra. Por isso, talvez, ele plantasse girassóis. Nada neste mundo pode ser perfeito... O amor entre os dois era! Sempre foi. Ao menos para eles. E a união, que sempre fora alimentada por diálogos constantes, soube superar os problemas. Todos. Principalmente o mais difícil. Feito um rio que contorna as pedras. Agora ele sorria. Mesmo no escuro do quarto. Na tranqüilidade da noite. Na segurança dos braços da amada já adormecida há tempo. Na fortaleza de um amor construído. Por mais de sessenta anos. Dia após dia. Minuto a minuto. A vida foi vivida. Em sua plenitude. Intensamente. Colorida com gestos quase imperceptíveis. Incomuns são as cores do amor. A doçura de um bom-dia calmo. A grandeza de um pegar na mão para assistir, mesmo em silêncio, o por do sol. A graça de uma dança, rostinho colado, no meio da cozinha embalada pelo chiar da panela de pressão. O olhar nos olhos quando faziam amor sempre deixava claro que a emoção do momento, toda vez único, era infinitamente maior do que o prazer efêmero dos sexos exaltados. Quando a idade chegou foi o olhar que permaneceu. E, no entanto, eles ainda continuam fazendo amor até hoje. De outras formas. Com outros jeitos, obviamente! E ele se emocionava todas as vezes que pensava naqueles olhos. Ah, aqueles olhos! Eram faróis para ele. Irradiantes. Ágeis. Intensos... Viver ao lado daquela pessoa tinha sido maravilhoso. Sempre fora. Envelhecer naquele casamento tinha sido colorido. Vívido. Mágico é acompanhar alguém. Doar-se a ela. E receber também. Cada ruga daquele rosto octogenário ele viu surgir. Cada vez que os movimentos dela ficavam mais lentos ele percebia. Constatava. E, com certeza, ela também. A cada novo fio daqueles cabelos lindos, sempre bem penteados, muito bem cuidados, que a vida pintava de experiência ele sabia. Um a um. Ele viu enluarar. E os girassóis sempre estiveram ali... Acompanharam tudo. Toda a história. A vida toda! E agora ela dormia. Tão ternamente. A serenidade de sua feição era visível. Mesmo na escuridão do quarto. E a noite estava quieta, respeitando o repouso merecido. As estrelas vigiavam atentas. Sorridentes. A lua enfeitava todo o céu, porque mesmo na languidez do sono era preciso. Os girassóis esperavam ansiosamente a rotina, os afazeres da casa ressurgirem. Eram eles que acordavam o dia. Naquele lugar encantado, ao menos. O manto do amor emprestava seu calor para manter a cama quentinha. Junto com o abraço carinhoso que embalava o sono todas as noites. E ele, insone, simplesmente agradecia...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Prece Ao Anjo Protetor

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Estimado anjo de luz


Que derrama em minha cabeça


A paz que provem de Jesus


Sente-se em meu ombro esquerdo


E não se esqueça


De seus confetes de harmonia


Pois em minha alegria


Mora também o meu viver.


Ser envolto de força


Faça-me, cada vez mais, crer


Que na minha fé


Posso ser mais eu


E simplesmente...


Que, a cada dia que raiar novamente


O mal seja afastado de todos


Já que ainda há muito dentro de nós


Para ser organizado e ajustado.


Que cada um faça o seu


E que a cada novo momento


Eu tenha mais certeza


De estar protegido por Deus,


Pelo amor de Deus...




Erótico!

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Por Whesley Fagliari



Ainda vou escrever um poema erótico.

Vou ser mais ousado do que sou e vou me atrever a enveredar pelos caminhos eróticos da poesia. Mesmo sem experiência alguma. Ou, que seja, bem pouca! Todos os poetas imortais, todos os grandes nomes da cultura mundial, em algum momento de suas vidas foram eróticos. É inerente à alma do artista. Chega às vias da homogeneidade. A mistura entre a arte e o erótico é intrínseca e, em algum momento do caminho, acontece a manifestação inevitável.

O quanto erótico é, por exemplo, Dom Casmurro, de Machado de Assis. A protagonista, Capitu, foi concebida por seu autor para ser a representação erótica terrestre. Tão bela! Tão encantadora! Tão misteriosa... E a Garota de Ipanema, de tom Jobim, então! Sua malemolência. Sua feminilidade. Sua humanidade tão real. Quem vai se arriscar a dizer que a mulher em questão não estava exalando seu domínio erótico natural? Quem já teve o prazer de ler Lucíola, de José de Alencar pode afirmar com afinco e segurança que toda a inspiração erótica que alguém pode sentir, potencializar e conferir a um personagem está nesta obra.

A Monalisa de Leonardo da Vinci. A Kika, de Almodóvar. A alegria de Carmem Miranda. A luta de Pagu. A procurada rosa do Pequeno Príncipe. A autenticidade de Leila Diniz. A Fascinação de Elis Regina e sua voz tão marcante e envolvente. A Gabriela e a Tieta, de Jorge Amado. Evita Perón de “sua Argentina querida”. Mickey Mouse e Pato Donald de Walt Disney. O Pensador, de Rodin. As intermináveis, sofredoras e complexas Helenas, de Manoel Carlos. Eduardo e Mônica, de Renato Russo. Enfim, todas foram (e são) personificações dos impulsos eróticos de seus autores, escritores, compositores e criadores.

Romeu e Julieta, de Shakespeare, estavam ligados, enlaçados pelos suaves e quase inquebráveis vínculos eróticos. Assim como Tristão e Isolda. A Dama e o Vagabundo. Piu-Piu e Frajola. Chaplin e seu vira-lata. O Gordo e o Magro. Helena de Tróia e o príncipe Páris. Procópio Ferreira e o teatro brasileiro. Tarcisio Meira e Gloria Menezes. Rose e Jack, de Titanic, entre incontáveis exemplos.

Até mesmo na Bíblia é possível verificar a presença do erótico. É obvio que Maria Madalena será aqui lembrada e citada. Na realidade, o que me encanta na história desta misteriosa e perturbadora mulher é a forma como ela lida com sua vida, mesmo se a historia que está relatada nas Escrituras fosse verdadeira. Maria Madalena não se arrependeu dos seus pecados catolicamente como é vendida a história, ela deixou a promiscuidade e se tornou alguém erótica.

Um poema erótico, contudo, ainda escrevo.

Não pretendo, não quero, não aceito e não utilizo a palavra erótico no sentido vulgar. A conotação popular remete à sexualidade. Não é essa a minha intenção! Vou falar de Eros, o deus grego do amor. É do nome desse deus mitológico que surgiu a palavra “erótica”, etimologicamente. Quem é erótico é, no sentido original da palavra, regido pelo deus do amor. Eros não era o deus mais poderoso, mas, com toda a certeza acabou se tornando o deus mais famoso. Ele era o deus do amor e até hoje há quem fale dele. É por isso que ainda crio coragem e escrevo algo envolto por Eros, o deus do amor. Até Platão, filósofo grego da antiguidade, escreveu uma obra inteira onde Eros era o assunto circundante. Isso, porém, é uma outra história.


Luz e Paz!






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