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quarta-feira, 3 de março de 2010

As Flores e o Jardim

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Um jardim, geralmente, é lembrado por abrigar encantadoras flores repletas de cores, formas, tamanho e perfumes diferentes umas das outras. Algumas são frágeis, necessitam de cuidados específicos e constantes. Outras se desenvolvem sozinhas e resistem ás mais inesperadas adversidades. Umas sobrepõem-se às outras. E todas, contudo, dividem um mesmo espaço, um lugar-comum: o jardim. Por certo, parece uma troca justa – o jardim abriga, acolhe e dispõe de todas as condições de desenvolvimento para as flores e estas, por sua vez, tornam a existência do jardim mais colorido, belo e feliz. Não é, entretanto, uma relação de dependência. Nem tampouco de conveniência. É uma relação de cumplicidade. Um constante diálogo entre as flores e o jardim. Pensei nesta analogia para falar sobre as relações humanas. Principalmente as relações amorosas onde somos, por vezes, flores e jardim.
Nem todos os dias e momentos são de sol, de brisa ou de harmonia. O inverno deita ao chão as pétalas mais delicadas. Os espinhos acabam ferindo os perfumes mais bem pintados. Daí, o cinza visita morosamente o jardim sem pedir licença. Sorrateiramente aloja-se por entre as flores, que sofrem. Parece não haver cores suficientemente reais para sobreviver. O outono sacode os pensamentos. E as nuvens encobrem os raios luminosos do diálogo. Acaba o entendimento entre o jardim e suas flores. Nada mais parece resistir e permanecer. E, todo este cenário de desordem interior, desenham o melhor cenário para o trabalho do mato, do capim. E existem, ainda, as ervas daninha. Nada mais parece voltar ao que era antes. Por que tudo indica que, mesmo aniquilando todas as ervas venenosas que inoculam suas substâncias ofensivas nas flores mais resistentes, enfraquecendo-as, o jardim já não será o mesmo depois de todo este desgaste. Nem, tampouco, as flores.
E, mesmo no diferente, mesmo nos escombros do que havia anteriormente, é possível reconstruir sempre. Um pode absolutamente viver e sobreviver sem o outro, mas, não haveria a menor graça, o mais ínfimo resquício de cor ou brilho. Houve, todavia, a escolha, a vontade, o dispor-se ao outro, a entrega – tanto do jardim quanto das flores. E é justamente esta a razão para que um zele pelo outro, mutuamente.

Luz e Paz!!!



4 comentários:

  1. Na tua metáfora, a vida!
    Interessante esse paralelo, Whesley...
    Que a escolha, a vontade, o dispor-se ao outro, seja "regado" sempre como cuidado e o carinho necessários para que - tanto do jardim quanto as flores - resplandesça em cor, aroma e viço.
    Gostei!
    Grande abraço a você!

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    Respostas
    1. Querida Helena!

      Vida, de fato, é um jardim que ora está florido ora está trocando as folhas... Cada qual com seu momento e sua beleza. Obrigado pela visita tão importante, sempre!

      Luz e Paz!

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  2. ...Menino LIndo!

    Esse texto tão colorido de tantos sentimentos me fala de algo que conheço tão bem, jardim, flores, e amores...analogia perfeita para expressar as trocas o eu e o outro. Amei!

    Paz e Luz!

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    Respostas
    1. Layara querida..

      Como fico feliz em saber que pessoas com a sua tamanha sensibilidade encontraram aqui cores e sabores. Obrigado por contribuir sempre!

      Luz e Paz!

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"O que você não pode eu não vou te pedir e o que você não quer eu não quero insistir..." (Humbeto Gessinger)

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