E pode haver em um único sol

Milhões de horas

Para a poesia que aflora

Transformar o meu espírito...

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sábado, 28 de novembro de 2009

Tradução Do Que Sinto

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Procurei uma gota

E ganhei o oceano


O mais azul


Tentei tocar uma nuvem

E o universo me presenteou


Com a estrela mais brilhante


Cultivei uma folha

E quando percebi


Tinha uma floresta inteira


Fiz versos

E a vida me encantou


Com poesia


Acendi uma vela

E o sol me aqueceu


Olhei uma flor

E, de repente, estava cercado


Por um jardim


Fechei os olhos

Abri um sorriso


E encontrei você...



O sonho se realizou


A vida coloriu


A realidade encantou


Os sorrisos chegaram


A felicidade brotou


O amor floresceu...






sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Canteiro de Sorrisos Em Espera

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Uma flor. Um bilhete. E o amor para toda a vida. Acontece. Mesmo. Ainda que raro. Difícil de ver. Assim acontece. Mesmo. Concreto. De verdade! E Jade sempre acreditou. No amor. Naquelas histórias utópicas. Piegas. Monstruosamente incríveis. Épicas. Demasiadamente românticas. Cafonas, até. Desesperadamente desejadas. Por muitos. Quase todos. E Jade esperou. Pacientemente. Quis viver sua verdade de amor. No amor. Com amor. Desejou encontrar aquela pessoa tão perfeitamente cheia de defeitos e algumas qualidades. Alguém que, dormindo, pegaria em sua mão só para lembrá-la que o sonho estava mesmo acontecendo. Real, de fato. E de direito. Aquela pessoa que cuidaria de suas terríveis cólicas menstruais. Que faria alguma brincadeira boba bem na fila do caixa do supermercado. Só para fazê-la sorrir. Porque os sorrisos alimentariam suas fagulhas mais ternas. E os outros? Que rissem também, oras! Se não rissem que entendessem que o amor manifesta-se de formas tão diversas e simples. Jade cultivou em seu coração a esperança. Com paciência. Com calma. Com a mais franca certeza de que a vida estava a preparar a sua história de amor. Mesmo que estivesse demorando demais. Não importava! O tempo devorava os dias, um após o outro. O amor é bálsamo e fecha todas as rugas e feridas adquiridas pelo caminho. Jade esperou. Muito. Sua história, que estava no bastidor aprontando-se para entrar em cena, não precisava ser extraordinária. Tinha que ser verdadeira. Sincera. Plena e simples. Extremamente! É só questão de tempo, Jade falava para sí mesma. E com aquela pessoa que chegaria também viriam as flores. Aquelas que só nascem na alma. Os tons de rosa e amarelo, suas cores preferidas, se desdobrariam ao infinito. Saltitantes! O sentido completo de sua existência, que antes era a espera, seria a felicidade. Algumas viagens. Muitas risadas. Poucas lágrimas que valessem suas razões de caírem. E uma página por dia do seu diário transbordando o mais perene sentimento pincelado pelos caminhos da vida. Quem sabe teriam um gato. Ou um cachorro. E planos inacabáveis de uma história compartilhada. Nada de mais. Não era pedir muito. Era? E quantas vezes a vontade de cair no mundo. Sumir. A espera cansa. Também. E Jade estava exausta. Já. Era muito tempo de vontade. Exausta. E confiante. Desejosa.
Quando, em um dia tão comum de meio de semana, uma flor chegou. Roubada. De improviso. Não programada. Não premeditada. Exatamente como Jade sonhara. Era assim que ela queria. Um bilhete veio junto. Enrolado no cabinho. Rabiscado. Quase desconexo no contexto. Poucas palavras. Uma única pergunta. A mais importante daquela história toda. E a vida toda estava tomada. Comprometida. Modificada. O percurso dos rios flui de acordo com suas correntezas. Uma dúvida cavalgando uma certeza. Elas se completavam. As duas metades de um todo que se uniam neste exato instante. O momento que congelou a eternidade em um simples gesto. Você acredita em histórias de amor? E Jade respondeu com seu sorriso luminoso. Iluminado. Sua espera havia acabado. Mesmo? Nossa! Os lampejos de felicidade começavam a despontar. Com tanta força. Com tamanha necessidade de existir. Olhou à sua volta. Não viu ninguém. Tinha que ter alguém. era assim que funcionava nos filmes. Era neste momento que os olhares se cruzariam. E não via ninguém. Um medo sorrateiro arrebatou-lhe o fôlego. Alarme falso! Jade olhou para suas mãos. A flor era real. O bilhete cantarolava aquelas letras em garrancho mesmo. Estavam ali. Fechou os olhos. Outra decepção? Outra vez sozinha. Sempre imaginei encontrar o amor em uma praça florida feito essa daqui. Ele deve morar por entre as flores. A vida sempre apresentando as suas surpresas. Jade assustou-se, ao abrir os olhos, e perceber que a metade do banco agora estava ocupada. Suspirou. Quis correr. Tentou se defender. Já era tarde. Sentiu o seu coração dançando um tango com o seu peito. Tudo ficou subitamente mais lindo. As flores da praça pareciam aplaudir. Jade podia jurar que viu essa cena. A brisa soprava na temperatura exata. A vida, de repente, de um instante para o outro, ganhara sabor. E o gosto incrivelmente doce. O mundo todo fez sentido. Sua história de amor estava começando. Por um sorriso que, finalmente, fora compartilhado.








segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Transfiguração


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O meu amor intumescido

Dilacera-se

Na expectativa das horas

A demência da espera

Não sobrepuja

A voracidade da permanência

Os significados mais incomuns

Estão descortinados

Em horizontes codificados

Sítios imaginados

Nossos...


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