E pode haver em um único sol

Milhões de horas

Para a poesia que aflora

Transformar o meu espírito...

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sábado, 31 de outubro de 2009

Remota Possibilidade Devorada

.



Avessos

Desabrochando coloridos

Em meus tropeços

Solavanco dos ponteiros

Desarranjados

Percorrendo caminhos

Que são escritos

Delicados pergaminhos

Que são registros

E permanecerão instalados

Guardiões separados

Do tempo

Que permaneceu faminto

E devorou-me o minuto

Derradeiro, absoluto

Lisonjeiro, inédito

Astuto

Momento

Em que os mais desajeitados ventos

Solucionariam

Os tropeços

E os avessos...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Xifópagos

.




O que você não sabe

Eu também não sei

O que você sente

Eu já até tentei

Vencer!

Mas, o que não consigo

Perceber

É certamente

O que você mais deixa exposto

A fenecer

Transpassado

Pelo que você não sabe

Pelo que eu não percebo

Pelo que não nos cabe...


quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Ciranda das Pétalas

.


A vida me ensinou

Acolheu

Os meus sonhos

Educou

Os meus momentos

Fez girar

Os meus moinhos

Apagou

Todos os pergaminhos

E me colocou

A reescrevê-los

Colori-los

Enfeitá-los...


A vida (re)colheu

Todos os versos

Que deixei caídos

Espalhados

Pela estrada

Um a um

Pegada por pegada

Com que orientei

O meu destino

E fez um ramalhete

De pétalas retiradas

Do meu imenso filete

Pulsando

Pulsante

De própria vida recorrente

Dissonante

Disseminada...



terça-feira, 20 de outubro de 2009

As Mãos Que Te Devoram

.


Fecho os olhos

Para fugir

Da paisagem

Em que você

Pintou

Sua vida

Sem mim

Sem as minhas

Mãos

Que adoram

Devoram escrever

Os versos

Que surgem

Amadurecem

As cores

A textura

A falta completa

Da exatidão

Que caracteriza

O meu coração...







sábado, 17 de outubro de 2009

Através das Manhãs

.


Sou pirata

Mapeando a escuridão

Sou selvagem

Tatuado na palma da mão

Do mundo

Sou profundo

E quero cada vez mais.

Sou o cais

Onde aportam os vendavais

Sou outono

Secando as folhas

Quebrando os galhos.

Sou orvalho

Alimentando a noite

Banhando pétalas

Sou profeta

De utopias vãs

Dissolvidas

Através das manhãs

Em que encontro a realidade hostil

Pagã

Que amarga os sonhos

E devora as flores

Nos arredores

De pensamentos ofegantes

Sou todos os gigantes

E ainda assim senhor

De passos e atos errantes...


Sou só o nó no pó!




terça-feira, 13 de outubro de 2009

Epiderme Papiro

.


O grifo, o silvo

O guiso

A letra, o verso

A direita do reverso

Onde escrever

É deixar-se levar

E anunciar

O que ainda não está claro

O imaginário

Teor

De sangue a pulsar

Invasor

Da alma

Que habita

As direções

Mais longínquas

Mais espessas

Mais diversas

E adversas

Entre eu e você...





Salve Amigos da Sofia!

Hoje deixo aqui um convite junto ao poema... Epiderme Papiro é o nome do meu novo blog onde escrevo livremente sobre assuntos, temas e questões que me tocam, me emocionam, me contorcem, me enfurecem, me deixam do avesso - positiva ou negativamente - sem o menor compromisso com nada e nem com ninguém. Este novo espaço surgiu da imensa satisfação que sinto em escrever. O Amigo da Sofia, para mim, é um lugar de encanto, o meu País das Maravilhas e esse amor pela escrita agora cria vertentes em mim. Epiderme Papiro... Visitem!

Luz e paz!

Whesley Fagliari


sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Chão

.



No chão

Aberta a rosa

Faz sangrar a beleza adulterada

De primaveras em gestação

De folhas, brotos, galhos

Em perfeito estado de evolução

De palmeiras e coqueiros

Entrelaçados e acuados

Em uma virtual vertiginosa paixão

O chão que seca o espinho

O pinho que aponta e há ponta

O orvalho, a brisa

O abrigo, o agasalho

Tudo faz lembrar o sorriso de Deus

Do chão vem à tona

O broto, o filhote

A vida, a sorte

O mistério, a noite

No chão...



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Os Versos do Rio


.


Escrevo no escuro


E a madrugada


Entre as pedras e o muro


Concede leveza


E silêncio


Para que o rio


Que tanto corre


E morre


Em cada gota


Afaste as pontes


E provoque incêndios


Nos versos


Nos compêndios


Nos arranques...


E renasça... Todo Dia!







quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dobras

.


A gravidade

Sobrepuja o corpo já cansado

A vontade

De parar o caminho

Vem forte

E destrutiva

Como um tufão marinho

Que arrebata todo o encanto

E afoga

E deforma

O que nunca fora simétrico

O que jamais dobra

As dobras

Que o sentimento hipnótico

Procriou

Aqui

Bem fundo em mim...





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